Meus caros, já que estamos todos nós em contagem regressiva para o término de um ano velho, início de um ano novo; docemente iludidos pela contraditória idéia de ser possível zerar o relógio da vida que corre e, ao mesmo tempo, recomeçar esta mesma vida justamente a partir de onde o Tempo nos deixou; já que estamos aqui e agora, mas desejando inutilmente estar lá e antes ou depois, então acho que vale refletir um pouco sobre o Tempo. Para estimular nossa reflexão apresento primeiro um pequeno excerto de uma carta de Sêneca (Córdoba, 4 a.C.- Roma, 65 d.C.), em ...
[Continue lendo]Meus caros,deixo meu votos de um Natal verdadeiro para todos nós.Mais: que neste Natal o Verdadeiro se manifeste a nós.Grande abraço a todos,dana paulinelli
[Continue lendo]Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom. Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à ...
[Continue lendo]“Somos amantes da beleza sem extravagâncias e amantes da filosofia sem indolência. Usamos a riqueza mais como uma oportunidade para agir que como um motivo de vanglória; entre nós não há vergonha na pobreza, mas a maior vergonha é não fazer o possível para evitá-la. Ver-se-á em uma mesma pessoa ao mesmo tempo o interesse em atividades privadas e públicas, e em outros entre nós que dão atenção principalmente aos negócios não se verá falta de discernimento em assuntos políticos, pois olhamos o homem alheio às actividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões ...
[Continue lendo]O imaginário poético tem o prazer de apresentar a poética visual de Constança Lucas. Constança Lucas nasceu em Coimbra, em 1960 e estudou até o colegial em Portugal. Passou a viver em São Paulo no fim da década de setenta, onde fez Licenciatura Plena em Artes Plásticas na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado, e Mestrado em Artes Visuais/Poéticas Visuais na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente Constança faz seu Doutorado em Artes Visuais/Poéticas Visuais também na ECA/USP. Atuando nas áreas de desenho, pintura, gravura, poesia visual, livros de artista e ilustração, Constança já ...
[Continue lendo]IINão sejas o de hoje.Não suspires por ontens…Não queiras ser o de amanhã.Faze-te sem limites no tempo.Vê a tua vida em todas as origens.Em todas as existências.Em todas as mortes.E sabe que serás assim para sempre.Não queiras marcar a tua passagem.Ela prossegue:É a passagem que se continua.É a tua eternidade…É a eternidade.És tu. MEIRELES, Cecília. Cânticos. In: MEIRELES, Cecília. Poesia Completa. Vol. I. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p.121-2.
[Continue lendo]“Um adulto normal nunca ocupa sua cabeça com problemas como tempo e espaço. Na sua opinião, tudo o que havia a aprender sobre esse assunto foi aprendido na infância. Eu, ao contrário, me desenvolvi tão lentamente que só comecei a me questionar sobre tempo e espaço quando já era adulto.”Albert Einstein Nas imagens abaixo instalação de Cildo Meireles, Fontes, 1992/2008, instalação com 6.000 fitas métricas, 1.000 relógios e 500.000 números de vinil. Agora reserve 2 minutos de seu tempo e algum espaço na sua mentepara passear pela via láctea de Cildo, assistindo ao vídeo abaixo.
[Continue lendo]“Vimos que o trabalho é filho da Necessidade. O homem produz na dor e a obra não escapa deste aforisma. Enquanto ela também é um trabalho, cai sob o golpe da necessidade. Esta estende seu império até a obra; a penetra e a domina, porém sofre, por sua vez, uma derrota, cai na sua própria armadilha, pois eis que ela é totalmente querida. Ela prende o criador, mas este também a tem. São como dois combatentes, solidários apesar de si mesmos, que a própria lute reúne num abraço mútuo e infrangível. Esta é a essência da obra: uma necessidade querida. ...
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