Adélia Prado > Necessidade do corpo
Nenhum pecado desertou de mim.
Ainda assim eu devo estar nimbada,
porque um amor me expande.
Como quando na infância
eu contava até cinco para enxotar fantasmas,
beijo por cinco vezes minha mão.
Este é meu corpo, corpo que me foi dado
para Deus saciar sua natureza onívora.
Tomai e comei sem medo,
na fímbria do amor mais tosco
meu pobre corpo
é feito corpo de Deus.
PRADO, Adélia. A duração do dia. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2010. p.28.




gostei demais dos últimos posts sobre nossa Adélia. Vale a pena assistir esse vídeo dela no youtube, numa entrevista ao afonso borges. impagável ver a poeta revelando seu processo poético e declamando algumas poesias.
beijos!
Muito obrigada, Fouad! Adélia é mesmo maravilhosa, assistirei ao vídeo!
Abraço,
dana
Adélia Prado…
generosidade formatada em palavras…