Carta de Dostoiévski a Ekatehina Fiodorovna
Carta a senhorita Ekaterina Fiodorovna Iunge*
Petersburgo, 11 de abril de 1880.
Permita-me que lhe ofereça um conselho que vem direto de meu coração: dedique-se à sua arte com mais empenho ainda do que até hoje pode dar. Sei, por ter ouvido de terceiros (não tome isso como algo ruim de minha parte) que a senhorita não é feliz. Viver sozinha e remoer continuamente as feridas de seu coração, residindo em meio às suas memórias, pode transformar sua vida algo difícil demais para suportar. Há apenas uma cura possível, um refúgio: a arte, a atividade criativa.
DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Correspondência 1838-1880. Tradução de Robertson Frizero. Porto Alegre: 8 Inverso, 2009. p.220.
*Ekatehina Fiodorovna Iunge (1843-1913), artista plástica russa, filha do pintor russo Fiódor Robertson Tosltói.




>[um dilema que se carrega, não como uma segunda, mas como uma pele persistente... que se enruga entre os passos, como uma cruz, a dos "terceiros"]um imenso abraço, DanaLeonardo B.
>que presente pra o meu dia…obrigada, dana.beijos.
>Ah! Cartas,sempre as cartas a tocar fundo em nós.obrigada, danabeijos
>É um pouco da aposta deste movimento: http://www.anarcofagia.comAbraço!