“Gerando um intenso prazer, o ato filosófico se gesta numa intensa angústia: a angústia do desvendamento de um impasse, de um nó, de uma encruzilhada no meu existir, um nó que aparece atravessado entre mim e o meu interlocutor como um quisto que surgiu para nos separar e, ao mesmo tempo, como um filho que gestamos do nosso encontro, resultado de nossas dificuldades comuns e que descobrimos serem sobretudo dificuldades recíprocas. Transformar uma tal experiência em representações e em obras é criar os monumentos poéticos da história da humanidade. Vivenciá-la em palavras é fazer Filosofia.” SÔNIA VIEGAS Sônia Viegas (1944-1989) ...
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