“Minha missão é essa, é conseguir isto, o que eu tenho para no dia próximo eu representar a existência da Terra que taí, tudo que eu fiz. (…) Próximo eu vou receber essa ordem, eu vou ter uma ação brilhosa dos pés à cabeça. Vou ficar com uma ação, vou perder o pudor e uma ação calorenta sobre mim, uma ação resplendora eu espero próxima a essa representação. (…) Aqui, por exemplo, o bicho comeu, ali quebrou o que tá gasto pelo cupim, vou preparando e encaixotando as coisas. Porque a ordem é encaixotar. (…) Eu recebo ordem, é. Quando ...
[Continue lendo]“Qual é a cor do meu semblante?”(Arthur Bispo do Rosário) “Ceci est la couleur de mes rêves.”Esta é a cor de meus sonhos.(Miró) “Esta é a cor do meu revés.”(‘falsificação livre’ de Miró, por Angelo Marzano) In: CAIAFA, Janice. Qual é a cor do meu revés? In: BURROWES, Patrícia. O universo segundo Arthur Bispo do Rosário. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1996. p.9.
[Continue lendo]Os cavalinhos correndo,E nós, cavalões, comendo…Tua beleza, Esmeralda,Acabou me enlouquecendo. Os cavalinhos correndo,E nós, cavalões, comendo…O sol tão claro lá fora,E em minh’alma – anoitecendo! Os cavalinhos correndo,E nós, cavalões, comendo…Alfonso Reyes partindo,E tanta gente ficando… Os cavalinhos correndo,E nós, cavalões, comendo…A Itália falando grosso,A Europa se avacalhando… Os cavalinhos correndo,E nós, cavalões, comendo…O Brasil politicando,Nossa! A poesia morrendo…O sol tão claro lá fora,O sol tão claro, Esmeralda,E em minh’alma – anoitecendo! BANDEIRA, Manuel. 50 poemas escolhidos pelo autor. São Paulo: Cosac Naify, 2006. p.44.
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