- Que ela é imbecil, é, assim como eu; agora tu, o que és, um sabichão, que fica aí deitado feito um saco e ninguém te vê fazendo nada? Antes tu dizias que saías para dar aulas a crianças; e agora, por que não fazes nada?- Eu faço… – pronunciou Raskólnikov sem querer e em tom severo.- O que?- Um trabalho…- Que trabalho?- Penso – respondeu sério, depois de uma pausa.Nastácia rolou de rir. (…) DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Crime e Castigo. São Paulo: Ed. 34, 2001.
[Continue lendo]O Amor me acolheu, mas minha alma retrocedeu,culpada de pó e de pecado.Mas, clarividente, o Amor, vendo-me hesitardesde meu primeiro passo,aproximou-se de mim, com doçura, perguntando-mese alguma coisa me faltava.“Um convidado” – respondi- “digno de estar aqui”.O Amor disse: “Tu serás o convidado”.“Eu? mau, ingrato? AH! meu amado,não posso olhar para ti”.O Amor me tomou pela mão e, sorrindo, respondeu:“Quem fez esses olhos, senão eu?”.“É verdade, Senhor, mas eu os manchei;que a minha vergonha vá para onde merece”.“E não sabe”, disse o Amor, “Quem foi que assumiu a crítica sobre si?”.“Meu Amado, agora servirei”.“É necessário que te sentes”, disse o ...
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