“Há os imbecis que definem meu trabalho como abstrato; no entanto, o que eles chamam de abstrato é o que é mais realista. O que é real não é a aparência, mas a idéia, a essência das coisas.” “Não procure por fórmulas obscuras ou mistério em meu trabalho. É pura alegria que eu vos ofereço. Olhe as minhas esculturas até enxergá-las. Aqueles mais perto de Deus têm-nas enxergado.” Constantin Brâncuşi (Hobitza, Romênia, 19 de fevereiro de 1876 — Paris, 16 de março de 1957), escultor romeno. Brancusi e “a preocupação de um escultor com o começo do mundo e com ...
[Continue lendo]Joaquim: O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos. O amor comeu meus remédios, minhas receitas ...
[Continue lendo]“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza ...
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