Ando muito completo de vazios.Meu órgão de morrer me predomina.Estou sem eternidades.Não posso mais saber quando amanheço ontem.Está rengo de mim o amanhecer.Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.Atrás do ocaso fervem os insetos.Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destino.Essas coisas me mudam para cisco.A minha independência tem algemas. BARROS, Manoel de. O Livro das Ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 2007. p.55.
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