A moça do arameequilibrando a sombrinhaera de uma beleza instantânea e fulgurante!A moça do arame ia deslizando e despindo-se.Lentamente.Só para judiar.E eu com os olhos cada vez mais arregaladosaté parecerem dois pires.Meu tio dizia:“Bobo!Não sabesque elas trazem sempre uma roupa de malha por baixo?”(Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis…)Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgenssegredava-mesempre:“Quem sabe?…”Eu tinha oito anos e sabia esperar.Agora não sei esperar mais nadaDesta nem da outra vida,No entantoo menino(que não sei como insiste em não morrer em mim)ainda e sempreapesar de tudoapesar de todas as desesperanças,O meninoàs vezessegreda-me baixinho“Titio, quem sabe?…”Ah, ...
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