Quando nada mais resistir que valhaA pena de viver e a dor de amar,Quando nada mais interessar,Nem o torpor do sono que se espalha;Quando, pelo desuso da navalha,A barba livremente caminharE até Deus em silêncio se afastar,Deixando-te sozinho na batalha,A arquitetar na sombra a despedidaDo mundo que te foi contraditório,Lembra-te que afinal te resta a vidaCom tudo o que é insolvente e provisório,E de que ainda tens uma saída:Entrar no acaso e amar o transitório. PENA FILHO, Carlos. Livro Geral – Poemas. Recife: Ed. Liceu, 1999.
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