Queridos, apresento a vocês uma verdadeira raridade que garimpei em um sebo: um poema de Di Cavalcanti publicado na Antologia de Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos, organizada e apresentada por Manuel Bandeira em 1946. Mas deixo que o próprio Bandeira apresente o pintor como poeta: “O seu verdadeiro nome é Emiliano Cavalcanti, mas sempre se assinou Di Cavalcanti, e às vezes Emiliano Di Cavalcanti. (…) Teve atuação saliente no movimento modernista; foi mesmo dêle que partiu a idéia da ‘Semana de Arte Moderna’, realizada em São Paulo em fevereiro de 1922. (…) Se Di Cavalcanti não fôsse por vocação pintor, poderia ...
[Continue lendo]“Moço continuarei até a morte porque, além dos bens que obtenho com minha imaginação, nada mais ambiciono.”” – A mulata, para mim, é um símbolo do Brasil.Ela não é preta nem branca.Nem rica nem pobre.Gosta de música, gosta do futebol, como nosso povo.”“No carnaval eu sempre senti em mim a presença de um demônio incubo que se desvendava como um monstro, feliz por suas travessuras inenarráveis. É uma das formas de meu carioquismo irremediável e eu me sinto demasiadamente povo nesses dias de desafogo dos sentimentos mais terrivelmente terrenos de meu ser…”“A exposição de Anita Malfatti em 1917 foi a ...
[Continue lendo]“Ao contrário do que fazia Tarsila, que destacava as formas e construía o espaço pela organização entre elas, Di Cavalcanti busca um outro caminho. A geometrização das formas por ele exercida não será suficiente para eliminar a divisão figura e fundo, levando-o a recorrer também à cor. De início, quase pela sua ausência, ou seja, buscando a integração pela monocromia. Posteriormente, a solução será o oposto, uma vez que procurará pela utilização crescente de uma intensa cromatização o efeito de unidade. Na tela ‘Samba’, de 1925, percebe-se uma transição entre essas duas soluções. É curioso notar que as duas figuras centrais ...
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