Desde sempre parece que ele fora proposto a pássaro.Mas não tinha preparatórios de uma árvore Pra merecer no seu corpo ternuras de gorjeios. Ninguém de nós, na verdade, tinha força de fonte. Ninguém era início de nada. A gente pintava nas pedras a voz. E o que dava santidade às nossas palavras era a canção do ver! Trabalho nobre aliás mas sem explicação Tal como costurar sem agulha e sem pano. Na verdade na verdade Os passarinhos que botavam primavera nas palavras. BARROS, Manoel de. Poemas rupestres. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2007, p.21.
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