“Erasmo de Roterdão,A seu amigo Thomas More (Saudações) Nestes últimos dias, regressando de Itália a Inglaterra, para não perder em conversas banais, estranhas às Musas, o tempo que tinha de passar a cavalo, preferi recordar alguns pontos dos estudos que nos são comuns e lembrar os bons amigos de quem me encontrava separado. E tenho-os tão sábios e tão raros! Vós éreis, caro More, dos primeiros no meu pensamento. A vossa recordação, amigo ausente, é -me tão grata como o foi outrora a vossa presença familiar; e morra eu, se alguma vez na vida vivi momentos mais felizes.Querendo portanto ocupar-me ...
[Continue lendo]Montanha e chão. Neve e lava.Humildade da umidade.Quem disse que eu não te amava?Amo-te mais que a verdade. E de resto o que é a verdade?E de resto o que é a poesia?E o que é, nesta guerra fria,Qualquer pura realidade? Então, tão-só no passadoQuero situar o meu sonho.Faço como tu e, mudadoEm ariesphinx, sotoponho O leão ao manso carneiro,Doçura de olhos de corça!Doçura, divina forçaDe Jesus, de Deus cordeiro. BANDEIRA, Manuel. Poemas religiosos e alguns libertinos. São Paulo: Cosac Naify, 2007. p.19.
[Continue lendo]