As folhas caem como se do altocaíssem, murchas, dos jardins do céu;caem com gestos de quem renuncia. E a Terra, só, na noite de cobalto,cai de entre os astros na amplidão vazia.Caimos todos nós. Cai esta mão. Olha em redor: cair é a lei geral.E a terna mão de Alguém colhe, afinal,todas as coisas que caindo vão. RILKE, Rainer Maria. Poemas e Cartas a um Jovem Poeta. 1a Ed. Rio de Janeiro: Ediouro S.A. p.27.
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