Mênon: E de que modo procurarás, Sócrates, aquilo que absolutamente não sabes o que é? Pois procurarás propondo-te que tipo de coisa, entre as coisas que não conheces? Ou, ainda que, no melhor dos casos, a encontres, como saberás que isso é aquilo que não conhecias? Sócrates: Compreendo que tipo de coisa queres dizer, Mênon. Vês quão erístico é esse argumento que estás urdindo:, que, pelo visto, não é possível ao homem procurar nem o que conhece nem o que não conhece? Pois nem procuraria aquilo precisamente que conhece _pois conhece, e não é de modo algum preciso para ...
[Continue lendo]Caminho que não leva a lugar algumSem saída é o ápiceMostrando-nos que a saída estáOnde não existe saída- logo, não há saída fora o paradoxoDa saída sem saída DEGUY, Michel. A rosa das línguas. Tradução de Paula Glenadel e Marcos Siscar. São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: Viveiros de Castro Editora, 2004, p.161.
[Continue lendo]E como vai a vida que não é eterna?Houve a claridade Houve o enigmaE então foi feito Houve o enigma. Houve a claridadeSer veio a ser istoHouve o enigma houve a claridadeE então fez-se a terra no centro da mesa Quem senão será a força dos fracos? DEGUY, Michel. A rosa das línguas. Tradução de Paula Glenadel e Marcos Siscar. São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: Viveiros de Castro Editora, 2004, p.67.
[Continue lendo]Eu era uma menina muito curiosa e, para a minha palidez, eu vi. Eriçada, prestes a vomitar, embora até hoje não saiba ao certo o que vi. Vi tão fundo quanto numa boca, de chofre eu via o abismo do mundo. Aquilo que eu via era anônimo como uma barriga aberta para uma operação de intestinos. Vi uma coisa se fazendo na sua cara _o mal-estar já petrificado subia com esforço até sua pele, vi a careta vagarosamente hesitando e quebrando uma crostra_ mas essa coisa que em muda catástrofe se desenraizava, essa coisa ainda se parecia tão pouco com ...
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