Questão de opção,por Álisson da Hora Paul Celan, em seu discurso O meridiano, proferido em ocasião do recebimento do Prêmio Georg Büchner, em 1960, nos diz que o poema é solitário e andante, mas também afirma que ele precisa viver o mistério do encontro. Para ele o poema precisa de um Outro e o quer ansiosamente. O que isso quer dizer? Em o que tais palavras do Celan nos podem ser úteis? Para mim, e para qualquer pessoa sensata, a busca de um antilirismo empreendida pelos concretistas, diziam eles baseada na poética substantiva do João Cabral de Melo Neto (fácil ...
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