“Você consegue olhar para o seu sofrimento em completo silêncio?“ KRISHNAMURTI, Jiddu. Talks & Dialogues, Saanen, 1968, pp 81-82.
[Continue lendo]A minha casa pobre é rica de quimerae se vou sem destino a trovejar espantos,meu nome há de romper as mais nevoentas erastal qual Pentapolim, o rei dos Garamantas.Rola em minha cabeça o tropel de batalhasjamais vistas no chão ou no mar ou no inferno.Se da escura cozinha escapa o cheiro de alho,o que nele recolho é o olor da glória eterna.Donzelas a salvar, há milhares na Terrae eu parto em meu rocim, corisco, espada, grito,o torto endireitando, herói de seda e ferro,e não durmo, abrasado, e janto apenas nuvens,na férvida obsessão de que enfim a benditaIdade de Ouro e ...
[Continue lendo]A minha vida se resume,desconhecida e transitória,em contornar teu pensamento, sem levar dessa trajetórianem esse prêmio de perfumeque as flores concedem ao vento. MEIRELES, Cecília. Poesia & vaga música. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006. p.73.
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