Nunca me tinha perguntado se existe um arquétipo de belo. Admitir um arquétipo de belo talvez o limitasse, no sentido em que teríamos de admitir que existe a beleza em absoluto e isto de certa forma poderia envenenar a existência de belezas menores e até, eventualmente, impedir de todo a possibilidade de elas existirem, quando elas são na verdade vitais. Quando aqui falo em belo, estou a falar de belo em sentido literário, às vezes penso, a forma de beleza que mais me importa. Não porque ache as outras menores, ou não porque elas não me prendam (pensemos por exemplo no cinema), mas porque cada pessoa ...
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