Nenhum pecado desertou de mim. Ainda assim eu devo estar nimbada, porque um amor me expande. Como quando na infância eu contava até cinco para enxotar fantasmas, beijo por cinco vezes minha mão. Este é meu corpo, corpo que me foi dado para Deus saciar sua natureza onívora. Tomai e comei sem medo,na fímbria do amor mais tosco meu pobre corpo é feito corpo de Deus. PRADO, Adélia. A duração do dia. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2010. p.28.
[Continue lendo]É preciso fé para cortar as unhas, cuidar dos dentes como bens de empréstimo. O cobrador invisível bate à porta. Não durmo, ele também não. Deve ser amor o que nos deixa unidos neste avesso de mística. Por orgulho de pobre dou por bastante a pouca claridade e prefiro a vigília antes que ter repouso. PRADO, Adélia. A duração do dia. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2010. p.61.
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