O símbolo e arredores: O Filho de Satã – Baudelaire “Num dos projetos de prefácio para As flores do Mal, Baudelaire escreveu: “poetas ilustres tinham dividido há muito tempo as províncias floridas do domínio poético. Pareceu-me prazeroso, e tanto mais agradável, porque a tarefa era mais difícil, extrair a beleza do Mal”. Desse modo, acentuava o caráter inusitado de sua poesia. Com efeito, na brumosa Paris dos meados do século XIX, mais precisamente em 1857, vem a público um livro que exala um perfume estranho, mortal. Imagens grotescas aninham-se entre essas páginas: cinicamente, o poeta fala de monstros, aleijões, fantasmas, ...
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