Levou-me sem feitas frasesSomente passo e camisaRoubou-me um beijo de brisaNa quadratura da tarde Jogou-me contra a paredeRasgou-me a blusa de linhoRoubou-me um beijo de vinhoDiante das aves vesgas Puxou-me para seu fundoRompeu a rosa pirâmideRoubou-me um beijo de sangueE bateu asas no mundo. EMMER, Denise. Lampadário. Editora Sete Letras, 2008.
[Continue lendo]Zarparam meus navios mar adentroLevando minha carta sem palavrasQuando o dizer tudo é dizer nadaPoemas de horizontes reticências Se posso discorrer a transparênciaJá não me afogo em frases para tantoE o que posto é uma folha em brancoPara dizer-te árvores sem flores Não traço dores tampouco alegriasAntes sorria agora sou um livroQue abriga extensas pausas sem ruídoQuando o dizer mais é dizer findo. EMMER, Denise. Lampadário. Editora Sete Letras, 2008. p.17.
[Continue lendo]