Mais alguns passos e ela voltou a se colocar diante de mim: _Você talvez imagine que eu seja uma criatura má. Quase todo mundo imagina isto. É sempre fácil julgar os outros. Mas posso lhe garantir, Betty, que as aparências sempre estiveram contra mim, nesta vida só tenho sido má por inconsciência ou impossibilidade. – Calou-se um minuto, como se pesasse as próprias palavras. – É verdade que nunca me preocupei em ser exatamente boa, mas…Então, a mim, que nunca havia pensado naquelas coisas, nem me detido ante problemas de tão grande profundidade, ocorreu um pensamento que quase subiu aos ...
[Continue lendo]Morre-se de quê? da doença que existe, do descuido, que acontece, ou simplesmente dessa coisa imponderável que se chama vontade de morrer? Acredito que se morra sobretudo do tempo previsto. CARDOSO, Lúcio, Crônica da Casa Assassinada. Edição comemorativa de 50 anos da primeira publicação. 12a ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2009. p.411.
[Continue lendo]No inferno deve haver um lugar à parte para os medíocres, e o próprio Satã, contemplando a presa inerte, tridente erguido, deverá indagar de si mesmo um tanto perplexo: “Que farei com isto, se até o sofrimento em sua presença diminui de intensidade?” CARDOSO, Lúcio. Crônica da Casa Assassinada. 50 anos de publicação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p.111,112.
[Continue lendo]“Só as pessoas realmente fortes podem viver na realidade definitiva das coisas;quase todo mundo vaga numa atmosfera morna de fantasia.”Lúcio Cardoso CARDOSO, Lúcio. Diário do Terror. Citado por SEFFRIN, André. Uma Gigantesca Espiral Colorida. In: CARDOSO, Lúcio. Crônica da Casa Assassinada. 50 anos de publicação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p.7.
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