Um dia um papa decretou que São Jorge jamais havia existido.Meu Deus! a falta que nos faz São Jorge…Se ninguém se atrever a montar no seu Cavalo Branco,O Dragão Negro nos apanhará! QUINTANA, Mário. Velório sem defunto. São Paulo: Editora Globo, 1990.
[Continue lendo]Como o burrico mourejando à nora, A mente humana sempre as mesmas voltas dá…Tolice alguma nos ocorrerá Que não a tenha dito um sábio grego outrora… QUINTANA, Mário. Quintana de Bolso. Porto Alegre: LPM, 1997.
[Continue lendo]A moça do arameequilibrando a sombrinhaera de uma beleza instantânea e fulgurante!A moça do arame ia deslizando e despindo-se.Lentamente.Só para judiar.E eu com os olhos cada vez mais arregaladosaté parecerem dois pires.Meu tio dizia:“Bobo!Não sabesque elas trazem sempre uma roupa de malha por baixo?”(Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis…)Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgenssegredava-mesempre:“Quem sabe?…”Eu tinha oito anos e sabia esperar.Agora não sei esperar mais nadaDesta nem da outra vida,No entantoo menino(que não sei como insiste em não morrer em mim)ainda e sempreapesar de tudoapesar de todas as desesperanças,O meninoàs vezessegreda-me baixinho“Titio, quem sabe?…”Ah, ...
[Continue lendo]É verdade que na Ilíada não havia tantos heróis[como na guerra do Paraguai...Mas eram bem falantesE todos os seus gestos eram ritmados como num[baléPela cadência dos metros homéricos.Fora do ritmo, só há danação.Fora da poesia não há salvação.A poesia é dança e a dança é alegria.Dança, pois, teu desespero, dança.Tua miséria, teus arrebatamentos,Teus júbilosE,Mesmo que temas imensamente a Deus,Dança como David diante da Arca da Aliança;Mesmo que temas imensamente a morte,Dança diante da tua cova.Tece coroas de rimas…Enquanto o poema não terminaA rima é como uma esperançaQue eternamente se renova.A canção, a simples canção, é uma luz dentro da[noite(Sabem todas ...
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