“Para chegar a este momento, que é o de inclinar-se sobre o vazio, no balcão da viagem, do fim de semana, na proa do domingo, do crepúsculo, solto, afetuoso, perene e cortês, foi preciso a história, os pós-guerras, as heranças, a velocidade, os papéis, e eis, enfim, a contratempo, a ociosidade, o vazio, a inclinação zen, o além-fadiga – é preciso partir de novo.” DEGUY, Michel. A rosa das línguas. Tradução de Paula Glenadel e Marcos Siscar. São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: Viveiros de Castro Editora, 2004, p.231.
[Continue lendo]QUE NÃO HOUVE NADA MAIS – senão o fato de que nada se passou, nada além do breve encontro e que nos dissemos tudo; a troca do interminavelmente breve em brevemente interminável; que nada teve lugar a não ser essa passagem, esse falso todo, destruído pelo saber de que não é nada – é isso mesmo que cada um evoca encontrando o outro: você se lembra? Da chuva, da mostarda, do seu vestido naquele dia; e cada um sorri. E é esse nada que nos faz falta. Não há nada que não nos faça falta. DEGUY, Michel. A rosa das ...
[Continue lendo]Caminho que não leva a lugar algumSem saída é o ápiceMostrando-nos que a saída estáOnde não existe saída- logo, não há saída fora o paradoxoDa saída sem saída DEGUY, Michel. A rosa das línguas. Tradução de Paula Glenadel e Marcos Siscar. São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: Viveiros de Castro Editora, 2004, p.161.
[Continue lendo]E como vai a vida que não é eterna?Houve a claridade Houve o enigmaE então foi feito Houve o enigma. Houve a claridadeSer veio a ser istoHouve o enigma houve a claridadeE então fez-se a terra no centro da mesa Quem senão será a força dos fracos? DEGUY, Michel. A rosa das línguas. Tradução de Paula Glenadel e Marcos Siscar. São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: Viveiros de Castro Editora, 2004, p.67.
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