“Vimos que o trabalho é filho da Necessidade. O homem produz na dor e a obra não escapa deste aforisma. Enquanto ela também é um trabalho, cai sob o golpe da necessidade. Esta estende seu império até a obra; a penetra e a domina, porém sofre, por sua vez, uma derrota, cai na sua própria armadilha, pois eis que ela é totalmente querida. Ela prende o criador, mas este também a tem. São como dois combatentes, solidários apesar de si mesmos, que a própria lute reúne num abraço mútuo e infrangível. Esta é a essência da obra: uma necessidade querida. ...
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