As folhas caem como se do altocaíssem, murchas, dos jardins do céu;caem com gestos de quem renuncia. E a Terra, só, na noite de cobalto,cai de entre os astros na amplidão vazia.Caimos todos nós. Cai esta mão. Olha em redor: cair é a lei geral.E a terna mão de Alguém colhe, afinal,todas as coisas que caindo vão. RILKE, Rainer Maria. Poemas e Cartas a um Jovem Poeta. 1a Ed. Rio de Janeiro: Ediouro S.A. p.27.
[Continue lendo]O espaço, fora de nós, ganha e traduz as coisas:Se quiseres conquistar a existência de árvore,Reveste-a de espaço interno, esse espaçoQue tem seu ser em ti. Cerca-o de coações.Ela não tem limite, e só se torna realmente uma árvoreQuando se ordena no seio da tua renúncia. RILKE. Poema de junho de 1924, traduzido para o francês por Claude Vigée, publicado na revista Le Lettres, 4o ano, no 14,15,16,p.13. In: BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. Tradução de Antônio de Pádua Danese. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.205.
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