“Deixa os livros de lado. Não te deixes mais distrair, isso já não te é permitido”, já escrevia o imperador Marco Aurélio. Essa frase é enigmática. Um filósofo deveria abandonar os livros? De que a leitura deles pode desviá-lo? Que tem ele a fazer de melhor, de mais urgente, de mais vital, do que ir de obra em obra, meditando e anotando? Não venham dizer que isso foi há mais de mil e oitocentos anos e que um imperador romano, mesmo se filósofo, quando está à beira do Danúbio, no meio das legiões, metido numa interminável campanha militar, tem mais ...
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