Queridos, é com pesar que eu anuncio a saída do César Miranda, que assinava a coluna Imaginário Musical Brasileiro. A coluna teve vida curta, mas foi brilhante. O post Elomar em 21 cantadas é, até então, o segundo post mais acessado da revista, perdendo apenas para o Pneumotórax, de Bandeira -poema que me parece ser uma verdadeira paixão nacional. Deixo aqui meu agradecimento sincero pela contribuição do César, votos de muito sucesso em suas publicações e projetos pessoais na web e fora dela, e também os links do seu blog Pró Tensão e do seu formspring, para que vocês continuem lendo ...
[Continue lendo]Pixinguinha morreu em uma Igreja, em 1973 e, não só por isto, é chamado de santo por muitos. São corriqueiros os episódios como aquele em que Pixinguinha foi abordado por dois assaltantes e em seguida levou os dois “meninos” para sua casa, deu café, conversou e ainda pagou o ônibus dos ladrões. Figura calma, doce e correta, seus amigos e conhecidos que o acompanharam pela vida, ninguém, jamais, viu Pixinguinha demonstrar a mínima animosidade ou irritação ou ter a menor alteração de humor. É uma unanimidade. “Carinhoso”, seu maior sucesso, obra-prima composta quando o compositor tinha apenas 18 anos (em ...
[Continue lendo]1. Nascido na Bahia, Elomar Figueira Mello se diz do Estado do Sertão, cuja capital é São Paulo. 2. Elomar é uma figura estranha a estes tempos e espaços. 3. Elomar considera estes tempos em que vivemos a verdadeira Idade das Trevas. 4. Elomar é muito religioso, um verdadeiro cristão. 5. Cultuado por universitários e intelectuais, cada dia mais se afasta deles. 6. Elomar jamais se importou muito em divulgar sua música; evita ser fotografado ou filmado e vive como no seu mundo não houvesse gravadora, rádio, TV, direito autoral, etc. 7. Elomar cria bodes, é arquiteto e já fez ...
[Continue lendo]A Música Popular Brasileira é a nossa identidade cultural mais forte. A MPB paira como nossa grande marca desde que os velhos seresteiros anônimos faziam suas modinhas, seguidos por Hekel Tavares, Carlos Gomes, Catulo e tantos outros. Ernesto Nazareth tocava seu piano nos teatros e chamava seus choros de “tango brasileiro”, Chiquinha Gonzaga vendia suas partituras de porta em porta e iniciava uma era. Villa-Lobos, compositor erudito se misturava aos chorões e tocava com João Pernambuco. João da Baiana castigava seu pandeiro nos cultos afro. Além desses pais fundadores do que se chama hoje MPB, houve um evento importante: a ...
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