O mundo inteiro como poesia,por Álisson da Hora A poesia, como expressão humana, reside na possibilidade que há em abstrair as coisas mais simples e colocá-las às nossas percepções como algo extraordinário. Extraordinário que se ressignifica, na própria complexidade que brota dessas coisas simples, do quanto as formas e as palavras – essência, conteúdo, imagem – chegam ao cume do mais agudo. Agudeza pensada, raciocinada, que foge dos simplismos e das obviedades. Assim, pesadelos e noites, e até o ouvir as freadas nervosas dos carros nas ruas, o crepitar do fogo na vida, gritos e dias estagnados nas frestas do mundo, tudo vem até nós ...
[Continue lendo]Questão de opção,por Álisson da Hora Paul Celan, em seu discurso O meridiano, proferido em ocasião do recebimento do Prêmio Georg Büchner, em 1960, nos diz que o poema é solitário e andante, mas também afirma que ele precisa viver o mistério do encontro. Para ele o poema precisa de um Outro e o quer ansiosamente. O que isso quer dizer? Em o que tais palavras do Celan nos podem ser úteis? Para mim, e para qualquer pessoa sensata, a busca de um antilirismo empreendida pelos concretistas, diziam eles baseada na poética substantiva do João Cabral de Melo Neto (fácil ...
[Continue lendo]Meus caros, ano novo, novidades no imaginário. Tenho o prazer de apresentar nosso mais novo colunista: Álisson da Hora. Álisson (Alves) da Hora tem 33 anos e é natural do Recife. Licenciado em Letras/Língua Portuguesa pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), onde cursa atualmente o Mestrado em Teoria da Literatura do Programa de Pós-Graduação em Letras, publicou os ensaios: A última mensagem: entusiasmo e amargura da Pátria Portuguesa em Mensagem, Quinto Império e Elegia na sombra no livro Em Pessoa, organizado pelos professores José Rodrigues de Paiva e Ermelinda Maria Araújo Ferreira (Editora Universitária da UFPE, 2007) e Inês de ...
[Continue lendo]O imaginário poético tem o prazer de apresentar a poética visual de Constança Lucas. Constança Lucas nasceu em Coimbra, em 1960 e estudou até o colegial em Portugal. Passou a viver em São Paulo no fim da década de setenta, onde fez Licenciatura Plena em Artes Plásticas na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado, e Mestrado em Artes Visuais/Poéticas Visuais na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente Constança faz seu Doutorado em Artes Visuais/Poéticas Visuais também na ECA/USP. Atuando nas áreas de desenho, pintura, gravura, poesia visual, livros de artista e ilustração, Constança já ...
[Continue lendo]A coluna Poetas na Rede tem o prazer de apresentar Nina Rizzi.< Nina tem 27 anos, vive atualmente em Fortaleza/CE, é escritora, historiadora e militante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Tem textos e poemas publicados em antologias, nas revistas VacaTussa e La Papa Ruchada (Argentina), e em várias páginas da internet, entre elas, a revista Germina, Garganta da Serpente e Balaio Porreta. Faz parte de Dedo de moça —uma antologia das escritoras suicidas, edita o blog Ellenismos e escreve no Putas Resolutas e no Escritoras Suicidas. Nina é uma explosão de vida e escrita, ou vida na escrita, ...
[Continue lendo]A coluna Poetas na Rede tem o prazer de apresentar mais um jovem poeta português: João Negreiros. Unindo poesia e teatro, João interpreta suas próprias poesias e disponibiliza os vídeos em seu blog. De uma força constrangedora, sua poesia encenada tem o poder de nos silenciar e nos transportar para um espaço de reflexão peculiar: o chão. O poeta, literalmente, convida-nos a ouvir as vozes que o chão nos diz e daí, somente a partir daí, a fazer de conta, a fazer poesia. Em questão de minutos, ele que fala do chão debaixo do chão, o inferno, transporta-nos também ao ...
[Continue lendo]A Coluna Poetas na Rede tem hoje a honra de apresentar Adriana Versiani dos Anjos. Mineira nascida em Ouro Preto/MG, Adriana tem publicados os livros de poemas A Física dos Beatles (2005), Conto dos Dias (2007) e Livro de Papel, biografias de vocês que não existem (2009), além do livro virtual Explicação do Fato (2008), publicado na Revista Virtual Germina Literatura. A interlocução com Adriana é mais um presente que o Imaginário Poético me proporciona. De uma simpatia ímpar e generosa como poucos na partilha de seus poemas e de suas experiências oriundas de seu ofício de escrever, Adriana aceitou ...
[Continue lendo]A participação de Álisson aqui no IP tem sido bastante singular, de uma singularidade digna de nota. Recebemos, com muita alegria, visitas de diversos poetas, homens e mulheres, mas Alisson é o único que faz uso dos poemas e das imagens publicadas no IP como exercício poético, como etapa de construção de seus próprios poemas. Com efeito, esta coluna foi inaugurada com o primeiro poema de Álisson escrito aqui no IP no campo dos comentários e, desde então, acompanhar esta experiência tem sido fascinante. Sinto-me realizada por saber que a revista não apenas contribui para a formação dos leitores, mas ...
[Continue lendo]deixar que me amem é rodear {eu}a compreensão de outrem. há actividade neste lado passivo.{na mulher sã há mais actividade nolado passivo que no lado activo}e depois substituir o amor: porque a actividadedo lado passivo consegue-o,uma vez que o optmismo de tal actose basta na área da provocação.{e de resto}, o intestino mantém a sua função,o aplauso entre duas mãos é injectado de verdadee música. {os átomos} são aproximadose isso chega para proibir a monotonia.{depois disso}, passivamente, o amor é uma hipótesesobre a beleza que é um acumular de belezas,sobre a morte que é um acumular de mortes ou vidas,sobre ...
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