Dostoiévski > Penso

Auguste Rodin, Le Penseur, 1902, escultura em bronze e mármore, Musée Rodin, Paris.
- Que ela é imbecil, é, assim como eu; agora tu, o que és, um sabichão, que fica aí deitado feito um saco e ninguém te vê fazendo nada? Antes tu dizias que saías para dar aulas a crianças; e agora, por que não fazes nada?
- Eu faço… – pronunciou Raskólnikov sem querer e em tom severo.
- O que?
- Um trabalho…
- Que trabalho?
- Penso – respondeu sério, depois de uma pausa.
Nastácia rolou de rir. (…)
DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Crime e Castigo. São Paulo: Ed. 34, 2001.



>Rsrsrsrsrs. Muito bem. Acredita-se, no meio popular e até no erudito, em alguns casos, que o trabalho psíquico seja inferior ao braçal. mas isso é um engano… Belo trecho.Abraços,
>Grande regalo!!!Crime e Castigo é fantástico. E a imagem, então.Belos!Obrigada,Dana e Enis. :o)abs
>Mais fácil do que pensar sem fazer é fazer sem pensar e mais difícil é pensar e fazer. Quanto a pensar sem fazer, nem pensar!