Henri Michaux > Liberté d’Action

Quando criança, vi pela primeira vez o gesso endurecer, tive um choque e entrei em meditação. Não conseguia afastar-me do espetáculo. Era então apenas um espetáculo, mas eu sentia obscuramente, pelo modo como fiquei com o espírito preso a ele até os rins, que lá havia algo, de que eu também teria de me servir um dia.
MICHAUX, Henri. Liberté d’Action. In: BACHELARD, Gaston. A Terra e os Devaneios da Vontade. Ensaio sobre a imaginação das forças. Tradução de Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2008. p.165.



>Genial Daniella, genial!Aqui, mais do que nunca,o signo não verbalamplia e intensificasignificados.Mil parabéns, fiquei encantado com a junção imagem-texto.Poderíamos tentar uma outra tradução do texto? Tiraríamos a palavra rim. Cintura, por exemplo.
>Gostei da moça descalça, ou de sandália?Deliciosa dúvida!
>Obrigada, Zumpano!Tenho de confessar que tb fiquei maravilhada qdo vi imagem e poesia juntos.Qto à mudança do termo, eu não faria a mudança por dois motivos: (1) pq não tenho acesso ao original p/analisar o termo que Michaux utilizou e assim considerar a possibilidade de outra tradução; (2) pq os rins p/mim são um caro objeto de reflexão filosófica.Tenho uma questão que me persegue, quase como um koan: a alma tem rins?Teríamos algum órgão anímico responsável pela excreção e pela purificação daquilo com que nos alimentamos sensorial e intelectualmente? Já disse a um mestre que ele me ensinava a colocar as coisas na alma, mas não me ensinava a retirá-las de lá. Acabamos com filósofos, poetas, artistas, gente do povo, parentes fazendo reforma agrária na alma e também com sensações, percepções, memórias lotando nossos celeiros…Perceba que o discurso, a arte, a literatura, a música etc, tudo isso apenas recicla o alimento que já ingerimos, mas não os os expele, nem mesmo parte dele. Portanto, acho mesmo que ficamos presos às nossas vivências pelos rins!Abraço.
>Olá,Obrigada pela visita em meu espaço (como chegou lá?).Estou encantada com sua página, a começar pela descrição-epígrafe lá em cima. É isso que busco fazer em meu espaço, isso é ellenizar: acasalamento perfeito entre imagem-palavra-vídeo.Um beijo :)
>Olá Nina!Que bom que vc gostou do Imaginário. Sinta-se em casa.Tb gostei demais do seu "espaço"! Inteligente, alegre, inovador!Sinceramente, não me lembro mais como cheguei até lá, caminhos virtuais não deixam rastros, não é mesmo? Importa é que cheguei e voltarei muitas vezes.Volte sempre vc tb.Bjs.