Jules Supervielle > Gravitationes

Louise Bourgeois, Femme Maison, 1994, white marble.

Procuro em cofres que me cercam brutalmente
Pondo trevas de pernas para o ar
Em caixas profundas, profundas
Como se já não fossem deste mundo.

SUPERVIELLE, Jules. Gravitationes. In: BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Matirns Fones, 1998. p.100.



4 Comentários

  1. christiana escreveu:

    >agradeço por me encontrar :)apareça, beijo

  2. Daniela Paulinelli escreveu:

    >Até seu agradecimento é poético! :)Eu que agradeço pelo retorno.Achei seu blog lindíssimo! Vai p/o blogroll imediatamente.Abraço.

  3. Alisson da Hora escreveu:

    >"pondo trevas de pernas para o ar"…Quando eu leio algo assim, me pergunto se ainda sou poeta… =Sbeijão e valeu pelo comentário, mais uma vez!

  4. Daniela Paulinelli escreveu:

    >Pois é, Alisson.Uma poesia de primeira grandeza suscita em nós um duplo sentimento: inicialmente de arrebatamento espiritual, de encantamento, de plenitude perante tamanha beleza; porém, logo em seguida, um sentimento de pequenez diante de tal grandeza.Mas acredito que os grandes poetas tb sentiram este duplo em vários momentos. E de alguma forma este duplo nos move em nossos escritos. Somos poetofágicos! Devoramos a bela imagem, apropriamo-nos dela e assim crescemos, aumentamos nosso próprio tamanho…Abraço!

Deixe uma resposta


Spam protection by WP Captcha-Free