Jules Supervielle > Gravitationes

Louise Bourgeois, Femme Maison, 1994, white marble.
Procuro em cofres que me cercam brutalmente
Pondo trevas de pernas para o ar
Em caixas profundas, profundas
Como se já não fossem deste mundo.
SUPERVIELLE, Jules. Gravitationes. In: BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Matirns Fones, 1998. p.100.



>agradeço por me encontrar :)apareça, beijo
>Até seu agradecimento é poético! :)Eu que agradeço pelo retorno.Achei seu blog lindíssimo! Vai p/o blogroll imediatamente.Abraço.
>"pondo trevas de pernas para o ar"…Quando eu leio algo assim, me pergunto se ainda sou poeta… =Sbeijão e valeu pelo comentário, mais uma vez!
>Pois é, Alisson.Uma poesia de primeira grandeza suscita em nós um duplo sentimento: inicialmente de arrebatamento espiritual, de encantamento, de plenitude perante tamanha beleza; porém, logo em seguida, um sentimento de pequenez diante de tal grandeza.Mas acredito que os grandes poetas tb sentiram este duplo em vários momentos. E de alguma forma este duplo nos move em nossos escritos. Somos poetofágicos! Devoramos a bela imagem, apropriamo-nos dela e assim crescemos, aumentamos nosso próprio tamanho…Abraço!