Meus caros, o imaginário entrará em recesso a partir de amanhã e voltará após as Cinzas serem recolhidas, ou seja, quinta ou sexta-feira da próxima semana. Até lá, quem estiver on line e em busca de bom conteúdo e belas imagens pode vasculhar os nossos arquivos e também ler a Obvious, revista parceira do imaginário. Desejo boa folia ou bom descanso, ao gosto do freguês, e deixo um abraço a todos! dana paulinelli
[Continue lendo]“Cheio de méritos, mas poeticamente o homem habita esta terra.”Friedrich Hölderlin “A poesia não é ... nenhum construir no sentido de instauração e edificação de coisas construídas. Todavia, enquanto mediação propriamente dita da dimensão do habitar, a poesia é um construir em sentido inaugural. É a poesia que permite ao homem habitar sua essência. A poesia deixa habitar em sentido originário.”Martin Heidegger HEIDEGGER, Martin. “…poeticamente o homem habita…”. Trad. Márcia Sá Cavalcante Schuback. In: Ensaios e Conferências. Petropólis: Vozes, 2002. p.178.
[Continue lendo]Parábola escrita em 1947, no diário da artista, e por ela estampada, em 1992, numa echarpe de seda e publicada em edição limitada por The Fabric Workshop, Filadélfia. O texto foi posteriormente impresso num banner de algodão de 178 pés de comprimento, usado pela artista numa performance em 5 de dezembro de 1992 em The Fabric Workshop (…) Durante essa performance, o banner, todo enrolado em volta de uma pessoa (Robert Storr), foi lentamente desenrolado e de novo enrolado em volta de duas pessoas abraçadas. Quando o banner foi desenrolado, seu texto pôde ser lido pelo público. A performance teve ...
[Continue lendo]Mas, para um sonhador de coisas, haverá “naturezas mortas”? As coisas que foram humanas podem ser indiferentes? As coisas que foram nomeadas não revivem no devaneio do seu nome? Tudo depende da sensibilidade sonhadora do sonhador. Chesterton escreve: “As coisas mortas têm tal poder de apoderar-se do espírito vivo que eu me pergunto se é possível a alguém ler o catálogo de um leilão sem cair sobre coisas que, bruscamente apreendidas, fariam correr lágrimas elementares.” Só o devaneio pode despertar essa sensibilidade. Dispersas nos leilões, oferecidas a qualquer comprador, as coisas, as doces coisas, reencontrarão cada qual o seu sonhador? ...
[Continue lendo](Le grand vent qu’il fait, qui crie dans la cheminée, me souffle des insanités.)_ Quelle acquisition, la mémoire!… (O grande vento que faz, que assobia na lareira, me sopra insanidades.)_Que aquisição a memória!… VALÉRY, Paul. Poésie perdue. VI, 255 [1916], Paris: Gallimard, 2000, p.118. Tradução de Paulo Neves. In: NOVAES, Adauto (org.). Poetas que pensaram o mundo. São Paulo: Cia das Letras, 2005. p.368.
[Continue lendo]O homem afinal alcançatriste, plana, úmida areia,olha em torno pensativo e,prudente, só assente, nada espera. Eu também procuro assim olharem torno suavemente, sem engano.Argento sussurro de foicebrinca entre as folhas dum álamo. No galho do nada pousa meu coração,seu pequeno corpo mudo treme.Estrelas se chegam e o cercamassistindo, assistindo mansamente. REMÉNYTELENÜL (1933) Az ember végül homokosSzomorú, vizes síkra ér,Szétnéz merengve és okosFejével biccent, nem remél. Én is így probálok csalásNékul szétnézni könnyedén.Ezüstös fejszesuhanásJátzik a nyárfa levelén. A semmi ágán ül szivem,Kis teste hangtalan vacog,Köréje gyűlnek szelidenS nézik, nézik a csillagok. Poema magiar de Attila József traduzido pelo amigo Chico Moreira Guedes ...
[Continue lendo]Obra publicada pela primeira vez em 1947 por Gemor Press, como um livro de gravuras de edição limitada, feitas no Ateliê Stanley William Hayter 17, Nova York, com uma introdução de Marius Bewley (assistente de Peggy Guggenheim). Figura 1 Era uma vez uma garota que amava um homem. Eles tiveram um encontro próximo à estação da oitava rua do metrô da sexta avenida. Ela havia vestido suas melhores roupas, ele não pôde ir. Assim, o propósito desta imagem é mostrar como ela estava bonita. Quero dizer que ela estava realmente linda. Figura 2 A morte solitária do edifício Woolworth. ...
[Continue lendo]Senhor Reitor: Na estreita cisterna que chamais “Pensamento” os raios do espírito apodrecem como montes de palha. Basta de jogos de palavras, de artifícios de sintaxe, de malabarismos formais; precisamos encontrar – agora – a grande Lei do coração, a Lei que não seja uma Lei, uma prisão, senão um guia para o espírito perdido em seu próprio labirinto. Além daquilo que a ciência jamais poderá alcançar, ali onde os raios da razão se quebram contra as nuvens, esse labirinto existe, núcleo para o qual convergem todas as forças do ser, as últimas nervuras do Espírito. Nesse dédalo de muralhas ...
[Continue lendo]